¡Viva el socialismo libertario!

27/03/2008

não sei que tipo de justiça pensam fazer os socialistas… impõem sua ideologia a toda uma população, como se pelo fato da massa ter sido idiotizada ao longo de todo o processo civilizatório, fosse nada mais que uma necessidade circunstancial a repressão de todos aqueles cujas concepções divergem das incutidas nesse sistema supostamente humanitário.
eu não vejo nenhum senso de justiça naqueles que acreditam que o destino, e a liberdade dos indivíduos deve ficar restrita às mãos de uma pessoa – igual em potencial a todas as outras que ouvem seu compatriota discursar, mas que calam pois não lhe é permitido discordar -; fato que defronta-se violentamente com o ideal igualitário. na prática, o que o socialismo pretende é uniformizar, coletivizar, mas pecando pela mesma imparcialidade do capitalismo liberal (cujo foco absoluto é no indivíduo), em ter uma visão unicamente macroscópica da vida em sociedade.
qualquer sistema político surgido até hoje está fadado ao fracasso, uma vez que ignora a condição fundamental do ser humano que é viver em comunidade (socialmente), e em harmonia. nenhum deles analisa a importância da participação política de cada um dos indivíduos que compõem uma comunidade, ofuscam uns em função de outros; isso não pode estar certo.
é como se nos recusássemos a aceitar a dubiedade da nossa existência (a particular e a social), e nos recusássemos a aceitar que existe uma ordem perfeitamente estabelecida entre enxergar os aspectos que nos diferenciam dos outros e sermos, ainda assim, filhos da mesma terra, e, justamente por isso, agirmos de acordo com a idéia básica de bem-viver, que é o que deveria nos mobilizar, e não nos tornar inertes diante de um quadro que desaprovamos… “arrumar um emprego e deixar acontecer”.
e quanto a alienação da massa, somos tão responsáveis quanto os representantes políticos dos nossos países. não adianta falar da idiotização das pessoas como se esse fenômeno fosse um câncer [e não o resultado de milhares de influências externas persuasivas], e simplesmente não fazer nada a respeito. e não fazer nada a respeito não é nem falando que as pessoas deveriam ir manifestar-se mais vezes, até porque não existe diálogo e nem troca de conhecimento em um manifesto; mas falando mesmo das situações do dia-a-dia em que você pode fazer uma pessoa comum começar a questionar o que sempre lhe pareceu óbvio, porque essas sim, tem real impacto sobre a vida de alguém.
agora, fazer lavagem cerebral é estúpido. ninguém ENSINA nada a ninguém, as pessoas aprendem por si só. um ideal tão forte quanto o comunismo não tem a menor chance de se concretizar pelo uso da força (seja ela moral, ou física); não se enfia fraternidade goela abaixo das pessoas, principalmente daquelas que já estavam acomodados às suas (pífias) necessidades criadas.